Em uma Olimpíadas em que atletas têm se manifestado contra a sexualização no esporte, o chefe da transmissão dos Jogos de Tóquio está tentando banir o uso de imagens sexualizadas de atletas femininas.

“Apelo esportivo, não apelo sexual”

 

– Você não verá em nossa cobertura algumas coisas que vimos no passado, com detalhes e close-ups em partes do corpo – disse o presidente-executivo da Olympic Broadcasting Services, Yiannis Exarchos.

Em Tóquio, ginastas alemãs se recusaram a usar collant, e optaram por um uniforme que tampe o corpo todo.Um protesto mais forte também foi feito neste mês, longe das Olimpíadas. Em um campeonato europeu de handebol de praia, as norueguesas se recusaram a jogar de biquíni e preferiram usar shorts. Elas foram multados por quebrar as regras do vestuário.

O Comitê Olímpico Internacional não rege esses tipos de regras para esportes individuais, mas executa e controla a saída de transmissão de Tóquio mostrada para o mundo.

– O que podemos fazer é garantir que nossa cobertura não destaque ou mostre de forma particular o que as pessoas estão vestindo – afirmou Exarchos.

Para fortalecer isso, o COI atualizou as “Diretrizes de representação” para direcionar todos os esportes olímpicos e seus detentores de direitos a transmissões de seus eventos com “igualdade de gênero e justiça”. Os conselhos incluem “não foque desnecessariamente na aparência, roupas ou partes íntimas do corpo”.